Nova realidade como áreas mais ventiladas, criações de jardins e espaços multifuncionais são destacados nos projetos de arquitetura de Ana Paula e Ana Claudia da Dois A Arquitetura

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A pandemia da COVID-19 ocasionou mudanças de padrões, que levou e ainda vai levar esforços coletivos com o propósito imediato de levantar ações preventivas e recuperação da humanidade pós-pandemia. Como as novas medidas de restrições, o isolamento e o distanciamento social, surgem novas tendências na área de arquitetura e decoração, na forma de construir casas, e produzir espaços domésticos e profissionais. De acordo com as sócias-diretoras Ana Paula e Ana Cláudia Nonato da Dois A Arquitetura Interiores, atualmente os profissionais da área têm o grande desafio de refletir, e propor novidades e mudanças alinhadas ao novo momento em que vivemos.

“A arquitetura tradicional retorna com tudo. Temos a missão de arquitetar com a orientação solar e a ventilação cruzada, que possibilita controle natural de temperatura e higienização por meio de raios de sol e correntes de ar. É o morar com saúde respeitando os limites da natureza. Destaco também a sustentabilidade, que já era uma necessidade, passa a ser premissa”, informa Ana Paula.

Com a pandemia as pessoas passaram a exigir casas com novas particularidades como área de lazer, ambientes de convivência, mais higiene, melhores condições de ventilação, além de um espaço para trabalhar, projetado de forma funcional, claro e arejado. “Perante essa realidade, os novos projetos são realizados para atender a essas novas necessidades. Passamos a criar locais mais iluminados, banheiros mais ventilados, produzir lugares mais abertos como terraços e jardins, poucos valorizados antigamente. O home office também veio pra ficar em alguns casos e precisa reunir praticidade, funcionalidade e conforto”, informa Ana Claudia.

O hall das moradas também ganhou muito destaque nessa nova forma de morar. Nesse período de pandemia, uma das regras essenciais para evitar levar o vírus para dentro do lar é ter o hábito de trocar o sapato usado na rua antes de entrar na residência. O espaço, considerado antes como mera zona de passagem, se tornou um local de desinfecção e proteção contra a COVID-19. “Podemos utilizar bancos e pufes para os moradores e visitantes realizarem a retirada e a colocação de calçados. Também inserir armários, bandejas e ganchos para colocarem acessórios, objetos e até mesmo as máscaras de proteção”, indica Ana Paula. Para botar o álcool em gel, um nicho embutido é uma boa opção. Já os tapetes desinfetantes, podem revestir os lugares de contato com os calçados. A ideia é deixar esse ambiente iluminado, mais acolhedor e contribuir para descontaminação da casa em tempos pandêmicos”, complementa Ana Claudia.

Créditos:

Texto: Anas Nonato

Fotos: Paolo Martinelli / Gabriela Daltro

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