Famoso e polêmico, esse tipo de dieta requer profissional habilitado, seja para prescrever ou acompanhar o paciente
Quando o assunto é dieta, nutrição ou busca por emagrecimento, um dos temas que gera mais polêmica ou dúvida é o jejum intermitente. Uma das propostas desse tipo de jejum é que a pessoa fique sem comer nada, apenas água ou chás durante longos períodos. Para algumas pessoas, o jejum pode variar entre oito, dez ou 12 horas.
Diante disso, é importante entender alguns conceitos, primeiro sobre o jejum em si. No corpo humano, em jejum, o organismo promove o catabolismo proteico, ou seja, a perda de massa muscular. Isso ocorre porque o corpo usa a glicose do fígado e depois a glicose muscular. É possível perder peso com esse jejum mais prolongado, entretanto tem as consequências, a exemplo do efeito sanfona.
Como em muitos outros métodos, o cuidado e atenção são essenciais. “Esse tipo de dieta tem suas limitações e suas regras, pois cada indivíduo tem sua necessidade nutricional tem diferentes características físicas e hábitos e realizam diversas atividades ao longo do dia”, alerta o médico nutrólogo Emanuel Ribeiro. Ou seja, o que pode ser bom para um, pode não ser para o outro.
Ainda segundo o profissional, a ausência de nutrientes, a longo prazo, pode acarretar alterações importantes ao organismo, como queda ou enfraquecimento do cabelo, constipação intestinal, osteoporose, anemia, desidratação, atividade mental comprometida, dificuldade de concentração, ansiedade e irritação. “Por isso, é tão importante esse acompanhamento com profissional habilitado, é preciso analisar os mais diversos aspectos e não taxar o jejum intermitente como permitido ou proibido apenas”, destaca Ribeiro.
Doutor Emanuel elenca os principais públicos que devem redobrar a atenção ou que não podem fazer esse tipo de jejum:
– Crianças
– Idosos
– Gestantes
– Pacientes com insuficiência renal
– Diabéticos
– Pacientes com infecções ou sistema imunológico deficiente
– Pacientes anêmicos
– Pacientes em uso de medicações controladas
Treino e alimentação
Um dos maiores erros cometido por quem treina é não se alimentar antes de ir à academia ou realizar outro tipo de atividade física mais puxada. O nutrólogo Dr. Emanuel Ribeiro explica o porquê: “o corpo precisa de energia extra na hora de uma atividade como um treinamento em academia, por exemplo, e para garantir um bom rendimento, é importante essa alimentação, leve, antes do treino”, ressalta. Essa atitude pode evitar fraqueza, tontura e até mesmo desmaios, em decorrência da hipoglicemia, que é a queda da taxa de açúcar no sangue.









