Após vencer as barreiras impostas pela sociedade, Veronika Havenna conta sobre a importância da militância

Christiane Falcão lgbt

Dia 29 de Janeiro é um dia muito comemorado, é marcado por ser o Dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil, o propósito deste dia é colocar as pessoas para refletirem sobre os direitos das travestis, transexuais, e não binárias. A realidade de uma Trans é extremamente difícil, a transfobia é muito cruel, que leva as pessoas trans a abandonarem os estudos e enfrentarem dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Além do próprio risco de vida.

A militante Veronika Havenna decidiu ir embora do Brasil em 2009, devido a falta de respeito, dignidade e qualidade de vida das Trans, o que também pesou muito para tal atitude de Veronika foi o grande aumento das estatísticas de transfobia no país. Veronika decidiu ir para Itália, devido ao tratamento da sociedade em relação aos transexuais. Veronika Havenna, atriz, 35 anos, brasileira com residência Italiana, empreendedora, idealizadora do reality show Wild Girls 3 e 4, aquariana, apaixonada por astrologia, dona de princípios e valores incalculáveis.

Em um bate papo descontraído com a Atriz, ela nos contou:”Foi necessário que eu saísse do meu país de origem pela falta de respeito da sociedade, é muito cruel o que fazem com Transsexuais, eu não tive escolhas, ou eu ia embora ou eu enlouqueceria, aproveitando a abertura dessa entrevista eu gostaria de prestar uma homenagem a minha querida amiga Amanda, pois é impossível falar dos direitos da Transsexual e não lembrar dela, pois ela fazia parte do Trans Cidadania. No dia 26 de janeiro você minha querida e eterna amiga estaria para completar mais um ano de vida, 35 anos, mais uma primavera, mas completa não neste plano carnal e sim no reino dos céus, com o seu humor,carisma, alegria e dedicação a vida do próximo, aos seus amigos e familiares, principalmente a todos (as) necessidades tanto do meio trans quanto no LGBTQIA+, com seus projetos, marcando não só uma grande e linda história na minha vida como na vida de várias pessoas. Mas principalmente daquelas (es) mais necessitadas aquariana como eu e humanitária sempre sonhando em poder mudar o mundo com gestos solidários com esperança e determinação . Comprei sua missão que foi de vir a este mundo de dar a motivação para aquelas pessoas sorrirem novamente marcando sua eterna história a qual devemos nos recordar sempre e eu lembro de cada segundo me dando a motivação e o incentivo de estar aqui hoje. Tenho certeza que onde você está continua fazendo sua parte por cada uma de nós.” Concluiu Veronika.

Comunidade Trans

O Brasil matou ao menos 868 travestis e transexuais nos últimos oito anos, o que o deixa, disparado, no topo do ranking de países com mais registros de homicídios de pessoas transgêneras. O dado, publicado pela ONG Transgender Europe (TGEu) em novembro de 2016, é assustador, mas não representa novidade para essa parcela quase invisível da sociedade brasileira, que precisa resistir a uma rotina de exclusão e violência.

Segundo o relatório da TGEu, o país registra, em números absolutos, mais que o triplo de assassinatos do segundo colocado, o México, onde foram contabilizadas 256 mortes entre janeiro de 2008 e julho de 2016. Em números relativos, quando se olha o total de assassinatos de trans para cada milhão de habitantes, o Brasil fica em quarto lugar, atrás apenas de Honduras, Guiana e El Salvador. Esses dados são mascarados pela dificuldade de contabilizar os crimes. FONTE: CORREIO BRAZILIENSE.

“É muito irônico falar que o Brasil é o país que mais mata travestis, é o país que lidera o ranking de mortes de travestis, pois o Brasil também é o país em que lidera as estatísticas de sites de conteúdo adulto com travestis. Como pode um país que mais mata ser o mesmo país que mais “procura” o conteúdo adulto de travestis.” Desabafou.

Diante de todos fatos ocorridos, Veronika faz questão de sempre estar frente a militância e estar passando suas experiências de vida para novas meninas.”Tenho um canal no Youtube (LIFETRANS BY HAVENNA) onde conto todas minhas experiencias e vivencias, meu propósito é ser suporte para todas essas meninas que estão em fase de transição de vida, também temos na midia cases de sucesso no mundo da moda como Carol Marra, Valentina Sampaio e recentemente tivemos o personagem de Glamour Garcia em a dona do pedacço, mesmo sendo sempre massacradas estamos sempre de pés e presentes, aos poucos quero ver todas travetis conquistando tudo que uma mulher cis pode conquistar, com dignidade e respeito, sem massacre.”Desabafou a Atriz.

Veronika também nos contou que sempre que possível ajuda várias ONGS no brasil, inclusive tem uma que ela tem um apreço imenso pelo lindo trabalho com travestis que são portadoras do vírus HIV, a ONG da Christiane Falcão (@christiane_falcao2017), eles acolhem travestis que não tem para onde ir e que não tem uma estrutura para se cuidar, ainda mais diante de uma pandemia. Caso alguém sinta o desejo de ajudar é só procurar Christiane Falcão.

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