Mês do Orgulho LGBTQIA+

Arthur Mancini

Prática de “Pink Money” não pode prestar apoio à causa apenas para auferir ganho financeiro, defende influenciador digital

No mês de celebração do Orgulho LGBTQIA+, várias marcas vêm demostrando apoio à causa, dando visibilidade à diversidade. Todavia, devemos nos atentar às empresas que desejam apenas obter benefícios da prática.

Em pesquisa realizada pela Center for Talent Innovation, é apontado que 61% dos profissionais LGBTQIA+ não assumiram sua orientação sexual ou a identidade de gênero por não se sentirem confortáveis, sendo que 75% das empresas têm políticas que proíbem qualquer discriminação.

Arthur Mancini

No entanto, se grande parcela das empresas tem política em prol da diversidade, por que ainda há tantas pessoas que não se sentem confortáveis para falar abertamente sobre sua condição sexual?

Como se sabe, “Pink Money” é uma expressão comumente utilizada para se referir ao alto poder de compra da comunidade LGBTQIA+, que virou alvo certeiro de muitas marcas, não como forma de apoiar a causa, mas sim apenas para buscar resultados financeiros. “Falar apenas em datas pontuais não nos agrega em nada e a nossa comunidade está antenada a tais empresas que se prestam somente a este tipo de comportamento”, comenta o influenciador digital Arthur Mancini.

O influenciador, que mantém uma página com milhares de seguidores no instagram, cita como exemplo a parceria que mantém, há mais de dois anos, com a CMW Saúde, distribuidora brasileira exclusiva do OraQuick, primeiro autoteste no mundo capaz de detectar o vírus do HIV, produzido pela empresa norte-americana OraSure.

Arthur Mancini

A parceria tem se renovado graças a uma série de iniciativas de cunho social, com grande impacto positivo. Mancini comenta que fidelizar a causa é ainda mais importante, “precisamos do apoio diário, e não apenas durante um mês. Todos os dias, pessoas da nossa comunidade LGTQIA+ enfrentam barreiras e desafios impostos por uma parcela da sociedade conservadora que insiste em nos excluir. Precisamos de acesso a emprego, saúde, segurança, liberdade e ter o direito de simplesmente ser quem somos”.